quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Natal: A história recomeça dos últimos | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Natal: A história recomeça dos últimos | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Nenhum papa falou assim em tempos recentes: Comentário sobre o discurso de Francisco à cúria do Vaticano | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Nenhum papa falou assim em tempos recentes: Comentário sobre o discurso de Francisco à cúria do Vaticano | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Trecho «insuperável» de Mozart na missa da noite de Natal presidida pelo papa | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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Presépios no Vaticano: Beleza e simplicidade | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Presépios no Vaticano: Beleza e simplicidade | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

domingo, 7 de dezembro de 2014

CCB CD DE HINOS FLAUTA PAN Nueva Expression (HARPA CRISTÃ)


Domingo II Advento 2014


Presépio: das origens ao século XX, passando por S. Francisco de Assis e Machado de Castro | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Presépio: das origens ao século XX, passando por S. Francisco de Assis e Machado de Castro | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O desafio de ser 'de Deus' no meio 'do mundo': A oração e o acompanhamento espiritual | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O desafio de ser 'de Deus' no meio 'do mundo': A oração e o acompanhamento espiritual | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Deus, viajante dos céus e dos corações, está cada vez mais perto: Comentário ao Evangelho do 2.º Domingo do Advento | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Deus, viajante dos céus e dos corações, está cada vez mais perto: Comentário ao Evangelho do 2.º Domingo do Advento | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Rivalidade e vanglória são dois «carunchos» que enfraquecem a Igreja, sublinha papa Francisco
O papa Francisco afirmou hoje, na missa a que presidiu no Vaticano, que a rivalidade e a vanglória dentro das estruturas eclesiais são «dois carunchos que comem a consistência da Igreja».
Referindo-se à primeira leitura bíblica proclamada nas missas desta segunda-feira, Francisco , citado pela Rádio Vaticano, salientou que S. Paulo, numa das suas cartas, convida os Filipenses a nada fazer «por rivalidade ou vanglória», nem a «lutar uns contra os outros, nem sequer tornar-se notado, para se dar ares de ser melhor que os outros».
«Vê-se que esta não é apenas uma coisa do nosso tempo», mas vem de longe», apontou o papa, antes de questionar: «Quantas vezes nas nossas instituições, na Igreja, nas paróquias, por exemplo, nos organismos, encontramos isto? A rivalidade: o tornar-se notado», sublinhou.
No dia em que a Igreja evoca a memória de S. Martinho de Porres, o papa citou este religioso dominicano que viveu entre os séculos XVI e XVII: «A sua espiritualidade estava no serviço, porque sentia que todos os outros, mesmo os maiores pecadores, lhe eram superiores. Sentia-o verdadeiramente».
«Procurar o bem do outro. Servir os outros. Esta é a glória de um bispo, quando vê a sua Igreja assim: um mesmo sentir, a mesma caridade, permanecendo unânimes e concordes. Este é o ar que Jesus quer na Igreja. Podemos ter opiniões diferentes, está certo, mas sempre dentro deste ar, desta atmosfera: de humildade, caridade, sem desprezar ninguém», vincou.
Por isso, prosseguiu Francisco, é negativo quando nas instituições da Igreja, de uma diocese, se encontra quem «procura o seu interesse, não o serviço, não o amor»: «E isto é o que Jesus nos diz no Evangelho, não procurar o próprio interesse, não andar pelo caminho da retribuição».

«Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir», palavras de Jesus que se leem no Evangelho das missas de hoje. 

domingo, 2 de novembro de 2014

Ano A - 31.º domingo do Tempo Comum


Papa elogia Bento XVI pelo diálogo entre fé e ciência e sublinha que “big bang” pressupõe criação divina | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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«É tão feio um cristão hipócrita»: Papa critica quem se apega à letra da lei e ignora a lei do amor | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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A flor do mundo é a santidade | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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Papa Francisco: «Multidão» de pobres pede a Deus por «paz», «pão» e «trabalho» | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Festa da Exaltação da Santa Cruz - Pe. Manuel Barbosa


Conheça D. Maria Augusta Martins


Papiro sobre a Eucaristia com 1500 anos de antiguidade é encontrado na Inglaterra

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Igreja convida fiéis a rezarem pela Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos

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Santo Padre: “O Evangelho é uma novidade difícil de levar adiante: seguir Jesus”

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Instrumental Background Music - relaxdaily B-Sides N°2 - for concentrati...


Background Music Instrumentals - relaxdaily - B-Sides N°1


Paulo VI, uma luz que brilha sobre o cume do monte
Retrato do Papa Paulo VI, em vista da beatificação de 19 de outubro
Em 06 de agosto de 1978, domingo em que celebrávamos a festa da Transfiguração do Senhor, o Papa Paulo VI, às 21:40, na residência estiva de Castel Gandolfo, retornava à casa do Pai.
Assim, um místico do Islã fala sobre a morte de Paulo VI: "O Mensageiro de Deus subia todos os dias o monte santo, mas ontem, festa do monte santo, Deus lhe disse: não desça mais até os homens, mas permaneça aqui, na luz, comigo".
Poucos dias após sua eleição como Sumo Pontífice, que teve lugar dia 21 de junho de 1963, em um retiro espiritual, o Papa Paulo VI escreve: "A luz do castiçal queima e se consome sozinha. Mas tem uma função, a de iluminar os outros, a todos, se possível". Ele, o Papa “perito em humanidade" foi realmente luz que brilha no cume da montanha e ainda continua a ser, graças ao seu grande e sempre atual ensinamento.
Seu profundo amor por Cristo foi uma constante que animou sua rica espiritualidade e sua dolorosa e exigente ação pastoral. Ensinava que se deve conhecer Jesus para viver e sempre ser aluno em sua escola. Fez seu, o lema de Santo Ambrósio: "Cristo é tudo para nós". Sua alegria, sua paz profunda provinha da cruz e da ressurreição de Cristo.
Os problemas que o perseguiam e que se abatiam sobre os seus ombros, os problemas da Igreja e do mundo, o sofrimento do indivíduo e da humanidade eram enfrentados por ele com um forte senso de responsabilidade e dever, sempre com conhecimento e lucidez corajosos, com uma fé como rocha, inabalável, e à luz da esperança cristã.
Ele era um homem altamente contemplativo: a oração era como o húmus que tornava o solo fértil, onde crescia sua vida. Amou muito a Mãe de Deus. Em 21 de novembro de 1964, no contexto do Concílio Vaticano II, proclamou Maria "Mãe da Igreja", provocando o consentimento dos Padres conciliares, que se levantaram espontaneamente para aplaudir.
Há um título pelo qual é possível expressar o papel de Paulo VI na história da Igreja?
O Patriarca de Constantinopla, Atenágoras, em 05 de janeiro de 1964, quando se encontrou com o Papa na Terra Santa, não hesitou em chamá-lo de "Paulo II" pela forte afinidade entre o apóstolo dos gentios e Paulo VI. Em seguida, redescobrindo o grande valor de Paulo VI, pode-se chamá-lo de "primeiro Papa moderno". E mais:
"O Papa do diálogo”
"O Papa do Concílio Vaticano II"
"O Papa do ecumenismo"
"O Papa Peregrino"
"O Papa da civilização do amor"
"O Papa defensor da vida"
"O Papa dos tempos futuros"
"O Papa perito em humanidade"
"O Papa da Paz"
"O Papa da alegria"
"O Papa professor e testemunha"
"O Papa enamorado de Cristo e da Igreja"
Muitas idosas falam sobre Deus melhor do que os teólogos
Você pode passar a vida inteira mergulhado em textos teológicos e não ser capaz de encontrar respostas. Não é a sabedoria humana que dá autoridade e identidade a um cristão, mas o Espírito Santo. Excluir o recurso do Espírito Santo significa escorregar no espírito do mundo, que se utiliza dos títulos e não chega ao coração do povo.
Na homilia da Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explica que é Jesus quem primeiro, através do seu próprio exemplo, nos oferece um modelo de pregador fora do comum, porque a sua "autoridade" vem da "unção especial do Espírito Santo". Uma característica que deixava as pessoas espantadas, causando até escândalo.
Na primeira leitura de hoje, São Paulo diz: "pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana” (1 Cor 2, 13). O Santo Padre usa esta frase como prova do estilo de Jesus, e diz: "A pregação de Paulo não é porque ele fez um curso na Lateranense ou na Gregoriana... Não, não, não! A sabedoria humana, não! Mas ensinado pelo Espírito: Paulo pregava com a unção do Espírito, exprimindo coisas espirituais do Espírito em termos espirituais”. Além disso, acrescentou o Bispo de Roma, "o homem deixado às suas próprias forças não compreende as coisas do Espírito de Deus, o homem sozinho não pode entender isto".

domingo, 17 de agosto de 2014

Encontro com os Bispos da Ásia no Santuário de Haemi

Encontro com os Bispos da Ásia no Santuário de Haemi

Santa Missa conclusiva da 6ª Jornada da Juventude Asiática no Castelo de Haemi

Santa Missa conclusiva da 6ª Jornada da Juventude Asiática no Castelo de Haemi

CN Notícias: Rezem pela reunificação das Coreias, pede Papa aos jovens


Papa na Missa de Beatificação: nossa sociedade raramente escuta o grito dos pobres

Papa na Missa de Beatificação: nossa sociedade raramente escuta o grito dos pobres

Comovido e angustiado pela tragédia humanitária no Iraque o Papa renova o seu apelo numa carta ao secretário-geral da Onu-Despertar das consciências

Comovido e angustiado pela tragédia humanitária no Iraque o Papa renova o seu apelo numa carta ao secretário-geral da Onu-Despertar das consciências

Missão Coreia - «No dia da minha partida, convido-vos a unir-vos a mim em oração pela Coreia e por toda a Ásia»

Missão Coreia - «No dia da minha partida, convido-vos a unir-vos a mim em oração pela Coreia e por toda a Ásia»

Sexta jornada asiática -Os jovens nas trilhas dos mártires

Sexta jornada asiática -Os jovens nas trilhas dos mártires

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

VISITA DO PAPA FRANCISCO À COREA DO SUL


De terra de Missão a Coréia é hoje uma terra de missionários

Discurso completo do papa Francisco aos bispos coreanos

SEUL, 14 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Publicamos a seguir o texto completo do discurso do Papa Francisco dirigido aos bispos da Coreia, pronuncia durante a sua visita à sede da Conferência Episcopal do País Sudeste Asiático.
Queridos Irmãos Bispos!
Com grande afecto, a todos vos saúdo e agradeço a Dom Peter U-il Kang as palavras fraternas de boas-vindas que me dirigiu em vosso nome. É uma bênção para mim estar aqui e poder conhecer pessoalmente a vida dinâmica da Igreja na Coreia. A vós, como pastores, compete a tarefa de guardar o rebanho do Senhor. Sois os guardiões das maravilhas que Ele realiza no seu povo. Guardar é uma das tarefas confiadas especificamente ao Bispo: cuidar do povo de Deus. Hoje quero reflectir convosco, como irmão no episcopado, sobre dois aspectos centrais da guarda do povo de Deus neste país: ser guardiões da memória e guardiões da esperança.
Ser guardiões da memória. A beatificação de Paul Yun Ji-chung e dos seus companheiros é uma ocasião para agradecer ao Senhor que, a partir das sementes lançadas pelos mártires, fez brotar uma colheita abundante de graça nesta terra. Vós sois os descendentes dos mártires, herdeiros do seu heróico testemunho de fé em Cristo. Além disso, sois herdeiros de uma tradição extraordinária, que teve início e cresceu amplamente graças à fidelidade, perseverança e trabalho de gerações de leigos. É significativo que a história da Igreja na Coreia tenha começado por um encontro directo com a Palavra de Deus. Foi a beleza intrínseca e a integridade da mensagem cristã – o Evangelho e o seu apelo à conversão, à renovação interior e a uma vida de caridade – que impressionaram a Yi Byeok e aos nobres anciãos da primeira geração, sendo a essa mesma mensagem, à sua pureza, que a Igreja na Coreia olha, como num espelho, para se descobrir autenticamente a si mesma.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Andre Rieu - You raise me up 2010


Nearer,My God,to Thee - Andre Rieu HD


AUDIÊNCIA DO PAPA FRANCISCO- 14/05/2014 - Dublado pela Pascom Lapa


Francisco: acreditar com o coração, não só com o intelecto

Francisco: acreditar com o coração, não só com o intelecto

Missa em Santa Marta Aqueles que abrem as portas

Missa em Santa Marta Aqueles que abrem as portas
Homilia do papa Francisco na Casa Santa Marta: as coisas de Deus não podem ser entendidas só com a cabeça
Na homilia desta terça-feira, o Santo Padre nos exorta a pedir a
CIDADE DO VATICANO, 13 de Maio de 2014
As coisas de Deus não podem ser entendidas só com a cabeça: é necessário abrir o coração ao Espírito Santo, disse hoje o papa Francisco, na missa da Casa Santa Marta. O papa recordou que a fé é um dom de Deus, mas não pode ser recebida quando se vive "desvinculado" do seu povo, a Igreja.
O Santo Padre destacou que as leituras do dia nos mostram "dois grupos de pessoas". Na primeira leitura, "aqueles que foram dispersos por causa da perseguição surgida" após a morte de Estêvão. "Eles se dispersaram e levaram a semente do Evangelho a toda parte", disse o pontífice, observando que, no início, eles falavam somente aos judeus. Depois, "de forma natural, alguns deles", chegados de Antioquia, "começaram a falar também aos gregos". E assim, lentamente, "abriram as portas para os gregos, para os pagãos", recordou o Santo Padre.
E quando chegou a notícia a Jerusalém, Barnabé foi enviado a Antioquia "para fazer uma visita de inspeção". O papa prosseguiu explicando que todos "ficaram contentes" porque "uma multidão considerável se uniu ao Senhor". E essa gente "não disse ‘vamos primeiro aos judeus, depois aos gregos, aos pagãos’. Eles se deixaram levar pelo Espírito Santo! Foram dóceis ao Espírito Santo!".
"Uma coisa vem da outra" e eles "acabam abrindo as portas a todos: mesmo aos pagãos, que, na mentalidade deles, eram impuros"; eles "abriam as portas para todos". Este "é o primeiro grupo de pessoas, as que são dóceis ao Espírito Santo". "Algumas vezes, o Espírito Santo nos empurra a fazer coisas fortes: como empurrou Felipe a ir batizar Cornélio".
Francisco explicou: "Às vezes, o Espírito Santo nos leva suavemente. E a virtude é deixar-se levar pelo Espírito Santo, não resistir ao Espírito Santo, ser dócil ao Espírito Santo. E o Espírito Santo age hoje na Igreja, age hoje em nossa vida. Alguém poderia dizer: 'Eu nunca vi!'. Mas fique atento ao que acontece, ao que vem à sua mente, a que vem ao seu coração. Coisas boas? É o Espírito Santo que convida você a seguir esse caminho. É necessária a docilidade! Docilidade ao Espírito Santo".
O Santo Padre falou então do segundo grupo apresentado nas leituras, os "intelectuais, que se aproximam de Jesus no templo: são os doutores da lei". Jesus sempre teve problemas com eles, "porque eles não entendiam: davam voltas em torno das mesmas coisas, porque acreditavam que a religião era só uma coisa de cabeça, de leis". Para eles era necessário "cumprir os mandamentos e nada mais. Não imaginavam que existisse o Espírito Santo". Interrogavam Jesus, "queriam discutir. Tudo estava na cabeça, tudo era intelecto". Francisco recordou que, para essa gente "não há coração, não há amor e a beleza, não há harmonia"; é gente "que só quer explicações".

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Misericórdia e não condenação: Papa Francisco aos 13 sacerdotes ordenados em São Pedro

Misericórdia e não condenação: Papa Francisco aos 13 sacerdotes ordenados em São Pedro

“O Espírito Santo faz a Igreja avançar para além dos limites, sempre mais além” – Papa Francisco na Missa em Santa Marta

“O Espírito Santo faz a Igreja avançar para além dos limites, sempre mais além” – Papa Francisco na Missa em Santa Marta

Espírito Santo é presença viva de Deus na Igreja, diz Papa
Francisco falou sobre a conversão dos primeiros pagãos ao Cristianismo, destacando a necessidade de sempre abrirmos as portas ao Espírito Santo, que conduz a Igreja
Da Redacção, com Rádio Vaticano
“Quem somos nós para fechar as portas ao Espírito Santo?”. Esta pergunta norteou a homilia do Papa Francisco, na Missa desta segunda-feira, 12, na Casa Santa Marta. Uma reflexão dedicada à conversão dos primeiros pagãos ao Cristianismo. O Santo Padre destacou que o Espírito de Deus é aquele que faz a Igreja seguir adiante, indo além dos limites.
O Espírito sopra onde quer, mas uma das tentações mais recorrentes de quem tem fé é de barrar o caminho d’Ele e tentar conduzi-Lo para outra direção. Trata-se de uma tentação que não é estranha nem para os primeiros tempos da Igreja, como demonstra a experiência que vive Simão Pedro, no trecho dos Atos dos Apóstolos, na liturgia do dia.
Uma comunidade de pagãos acolhe o anúncio do Evangelho, e Pedro é testemunha ocular da descida do Espírito Santo sobre eles, mas, primeiro, hesita ter contato com aquilo que tinha sempre considerado como “impuro”; depois, sofreu duras críticas dos cristãos de Jerusalém, escandalizados pelo fato de que o seu líder tivesse comido com os “incircuncisos” e os tivesse batizado. Um momento de crise interna, que o Papa retoma com certa ironia.
“Aquela era uma coisa que não se podia pensar. Se, amanhã, chegasse uma expedição de marcianos, por exemplo, e alguns deles viessem a nós, bem… marcianos, não? Verdes, com aquele nariz longo e orelhas grandes, como são pintados pelas crianças… E alguém dissesse: “Eu quero o batismo!” O que aconteceria?”.
Francisco explicou que Pedro compreendeu o erro quando uma visão lhe iluminou uma verdade fundamental: aquilo que foi purificado por Deus não pode ser chamado “profano” por ninguém. E ao narrar esses fatos à multidão que o criticava, o apóstolo, recordou o Papa, tranquiliza a todos com essa afirmação: “Se, portanto, Deus deu a eles o mesmo dom que deu a nós, por ter acreditado no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para colocar impedimento a Deus?”.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

4º Domingo Páscoa (Ano A) - Pe. Miguel Ribeiro


Senhor, ajuda-me, aconselha-me, o que devo fazer agora?
Papa Francisco falou sobre o dom do conselho na catequese desta quarta-feira
ROMA, 07 de Maio de 2014  O Papa Francisco falou sobre o dom do conselho na catequese desta quarta-feira, 7, durante a tradicional Audiência Geral, na Praça de São Pedro. Eis o texto na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!


Ouvimos na leitura do trecho do livro dos Salmos “O Senhor me deu conselho, mesmo de noite o meu coração me exorta” (Sal 16, 7). E este é um outro dom do Espírito Santo: o dom do conselho. Sabemos quanto é importante, nos momentos mais delicados, poder contar com sugestões de pessoas sábias e que nos querem bem. Ora, através do dom do conselho, é o próprio Deus, com o seu Espírito, a iluminar o nosso coração, de forma a nos fazer compreender o modo correto de falar e de se comportar e o caminho a seguir. Mas como esse dom age em nós?
1. No momento em que o acolhemos e o hospedamos no nosso coração, o Espírito Santo logo começa a nos tornar sensíveis à sua voz e a orientar os nossos pensamentos, os nossos sentimentos e as nossas intenções segundo o coração de Deus. Ao mesmo tempo, leva-nos sempre mais a dirigir o olhar interior para Jesus, como modelo do nosso modo de agir e de nos relacionarmos com Deus Pai e com os irmãos. O conselho, então, é o dom com que o Espírito Santo torna a nossa consciência capaz de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus, segundo a lógica de Jesus e do seu Evangelho. Deste modo, o Espírito nos faz crescer interiormente, faz-nos crescer positivamente, faz-nos crescer na comunidade e nos ajuda a não ficar à mercê do egoísmo e do próprio modo de ver as coisas. Assim, o Espírito nos ajuda a crescer e também a viver em comunidade. A condição essencial para conservar este dom é a oração. Sempre voltamos ao mesmo tema: a oração! Mas é tão importante a oração. Rezar com as orações que todos nós sabemos desde criança, mas também rezar com as nossas palavras. Rezar ao Senhor: “Senhor, ajuda-me, aconselha-me, o que devo fazer agora?”. E com a oração abrimos espaço, a fim de que o Espírito venha e nos ajude naquele momento, aconselhe-nos sobre o que nós devemos fazer. A oração! Nunca esquecer a oração. Nunca! Ninguém, ninguém percebe quando nós rezamos no ônibus, na estrada: rezamos em silêncio com o coração. Aproveitemos esses momentos para rezar, rezar para que o Espírito nos dê o dom do conselho.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Francisco: que cristãos se libertem da vaidade, da sede de poder e dinheiro

Francisco: que cristãos se libertem da vaidade, da sede de poder e dinheiro

A Igreja não é uma universidade da religião – o Papa em Santa Marta afirmou que a Igreja, sem testemunho, é estéril

A Igreja não é uma universidade da religião – o Papa em Santa Marta afirmou que a Igreja, sem testemunho, é estéril

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O 51º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

11 DE MAIO DE 2014 - IV DOMINGO DE PÁSCOA

Vocações, testemunho da verdade



Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a acção eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.

El Papa Francisco en la homilía: la Iglesia es testimonio, l


Reconhecido milagre por intercessão de Paulo VI

Reconhecido milagre por intercessão de Paulo VI

terça-feira, 6 de maio de 2014

"Comunicação a serviço de uma autêntica

cultura do encontro"

Texto completo da mensagem do Papa Francisco para a XLVIII Jornada Mundial das Comunicações Sociais, que acontecerá domingo, 1 de junho de 2014

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.
Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.
No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correcta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.

Missa em Santa Marta Quem tem lugar na Igreja

Missa em Santa Marta Quem tem lugar na Igreja

Missa em Santa Marta Qual o testemunho do cristão

Missa em Santa Marta Qual o testemunho do cristão

quinta-feira, 24 de abril de 2014


Papa: evitar ser "cristãos morcegos", que têm medo da alegria da Ressurreição


O Evangelho proposto pela liturgia do dia narra a aparição de Cristo ressuscitado aos discípulos. Na saudação de paz, ao invés de se alegrarem, eles ficam tomados de “espanto e temor”, imaginando ver um espírito. Jesus tenta explicar a eles que o que veem é a realidade, convidando-os a tocarem o seu corpo. Mas – observou o Papa – os discípulos, por causa da alegria, não podiam acreditar:
“Esta é uma doença dos cristãos. Temos medo da alegria. É melhor pensar: ‘Sim, sim, Deus existe, mas está lá; Jesus ressuscitou, mas está lá’. Um pouco de distância. Temos medo da proximidade de Jesus, porque isso nos dá alegria. E assim se explicam os muitos cristãos de funeral, não? Aos quais parece que a vida é um funeral contínuo. Preferem a tristeza, e não a alegria. Movem-se melhor não na luz da alegria, mas nas sombras, como aqueles animais que só conseguem sair à noite, mas à luz do dia não veem nada. Como os morcegos. E com um pouco de senso de humor, podemos dizer que existem cristãos morcegos, que preferem as sombras à luz da presença do Senhor”. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

"Ungidos com o óleo da alegria" - Homilia do Papa na Missa Crismal - 17.04.2014

"Ungidos com o óleo da alegria" - Homilia do Papa na Missa Crismal - 17.04.2014

Reflexão Espiritual

Paulo VI, Carta Encíclica “Mysterium Fidei” sobre o Culto da Sagrada Eucaristia
Sempre a Igreja Católica conservou religiosamente, como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso. [...] No Mistério Eucarístico é representado de modo admirável o Sacrifício da Cruz, consumado uma vez para sempre no Calvário; e que nele se relembra perenemente a sua eficácia salutar na remissão dos pecados que todos os dias cometemos.

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao instituir o Mistério Eucarístico, sancionou com o seu sangue o Novo Testamento de que é Mediador, do mesmo modo que Moisés sancionara o Velho com o sangue dos vitelos. Segundo contam os Evangelistas, na última Ceia, "tomou um pão, deu graças, partiu e distribui-o a eles, dizendo, 'isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória'. E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice, dizendo: 'Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós"'. E mandando aos Apóstolos que fizessem isto em sua memória, mostrou a vontade de que este Mistério se renovasse. [...]

De outro modo... Cristo está presente à sua Igreja enquanto ela prega, sendo o Evangelho, assim anunciado, Palavra de Deus, que é anunciada em nome de Cristo, Verbo de Deus Encarnado. […] Além disso, de modo ainda mais sublime, está Cristo presente à sua Igreja enquanto esta, em seu nome, celebra o Sacrifício da Missa e administra os Sacramentos. […] Esta presença... é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem. [...] Convertida a substância ou natureza do pão e do vinho, no Corpo e no Sangue de Cristo, nada fica do pão e do vinho, além das espécies; debaixo destas, está Cristo completo, presente na sua "realidade" física, mesmo corporalmente, se bem que não do mesmo modo como os corpos se encontram presentes localmente. Por isso, tanto recomendaram os Santos Padres que os fiéis, ao considerarem este augustíssimo Sacramento, não se fiassem nos sentidos, que testemunham as propriedades do pão e do vinho, mas sim nas palavras de Cristo, que têm poder de mudar, transformar e "transubstanciar" o pão e o vinho no seu Corpo e Sangue; na verdade, como repetem os mesmos Padres, a força que opera este prodígio é a própria força de Deus Onipotente, que no princípio do tempo criou do nada todo o universo. [...]

A Santíssima Virgem Maria, de quem Cristo Senhor Nosso tomou a Carne que neste Sacramento, sob as espécies do pão e do vinho, "está presente, se oferece e se recebe"...interceda junto do Pai das Misericórdias, para que a fé comum e o culto eucarístico produzam e façam prosperar a unidade perfeita de comunhão entre todos os cristãos.

Na Quinta-feira Santa, Papa insiste em pedir 'alegria' aos sacerdotes

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Missa da quinta-feira santa na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém

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O Papa Francisco durante a missa crismal comemora a instituição do sacerdócio

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Papa Francisco: Beijar a cruz e agradecer | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

QUINTA-FEIRA SANTA



Textos: Êxodo 12, 1-8. 11-14; 1 Coríntios 11, 23-26; João 13, 1-15.
Pe. Antonio Rivero L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de são Paulo (Brasil).

Ideia principal: Dia do Amor feito entrega e presentes.

Resumo da mensagem: na primeira Páscoa cristã, Deus Pai por amor nos entrega generosamente o seu Filho-Cordeiro imaculado e imolado para a nossa salvação (primeira leitura). Jesus por amor nos entrega o sacerdócio, a Eucaristia e o mandamento do amor (evangelho e segunda leitura). Somente precisamos de mãos e coração para receber estes presentes maravilhosos, agradecer com amor e corresponder com a nossa entrega.

Pontos da ideia principal:
Em primeiro lugar, nesta Santa Missa Vespertina da Ceia do Senhor a Igreja comemora aqueles momentos nos quais Cristo nos deu as máximas provas do seu amor, oferecendo a sua vida por nós. Com esta celebração começa o solene Tríduo Pascal, onde o mistério infinito do Amor de Deus pela humanidade caída se desprende diante dos nossos olhos e nos convida à gratidão, à adoração, à reparação e à imitação. Este amor se faz entrega e presente: o presente do sacerdócio ministerial, o presente da Eucaristia e o presente do mandamento novo do amor.
Em segundo lugar, o que simbolizam esses três presentes? No lavatório é o amor que se humilha. Na Eucaristia é o amor que se imola, isto é, se partilha, se compartilha e se reparte, perpetuando o sacrifício de Cristo na cruz. No sacerdócio é o amor que se faz visível e se prolonga em homens de carne e osso, aos quais Jesus faz “outros Cristos” para que o representem e se configuram com Ele, que é Cabeça e Pastor.

Finalmente, diante do presente do lavatório e do mandamento do amor, só me resta deixar que Cristo lave os meus pés e a minha consciência e me abaixar para lavar os pés dos meus irmãos com a caridade. Diante do presente da Eucaristia, somente resta agradecer, receber a Eucaristia com um coração limpo e fazer-nos eucaristias vivas para os nossos irmãos, para que a nossa vida seja uma Eucaristia permanente, isto é, uma imolação constante pelos demais, uma presencia consoladora para os demais e um fator de unidade com os demais. Diante do presente do Sacerdócio, somente resta rezar a Deus para que mande santos sacerdotes à sua Igreja que sejam “outros Cristos”.  

Para refletir: como estou tratando o mandamento do amor: com delicadeza ou piso esse mandamento com meu egoísmo e soberba? Como vivo a Eucaristia: com fervor, limpeza interior e adoração? Peço a Deus que tenha piedade de nós enviando santas e abundantes vocações ao sacerdócio?

Catolicismo e arte sacra: Evocação de Bento XVI no seu 87.º aniversário | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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domingo, 13 de abril de 2014

Francisco: "Quem sou eu diante do meu Senhor?

Francisco: "Quem sou eu diante do meu Senhor?

DOMINGO DE RAMOS

Senhor, diante dos gritos de “hossana”, não Te vanglorias,

Tens o olhar colocado na missão que o Pai Te confiou.

Diante do grito: “ crucifica-o”, não resiste, nem recuas...

Despojas-Te de Ti e fazes-Te obediente até à morte e morte de Cruz.

Dás-nos a Tua vida, o Teu Espírito e alentas a nossa difícil peregrinação.

No meu coração nem sei que sentimentos ter!

Palmas? Aclamações? Ânimo?

O que me diz a Tua imolação livre e amorosa?

Resta-me saber que a Tua vida salvou a humanidade!

Escuto com alguma tristeza este: “ crucifica-o”

mas esqueço que sou eu a afirmá-lo

Tantas vezes com a minha vida, com as minhas infidelidades.

Das palmas do “hosana” à crueldade da Cruz!

Não reages, sofres no silêncio, perdoas mesmo aos que Te insultam...

O patíbulo da Cruz já está preparado e eu reforço-o com minhas negações...

Sobres para morrer, mas a Tua morte é salvação para toda a humanidade.

A ponte do “hosana” dos aplausos, dos sucessos e a ponte do “crucifica-o”

Como reagir? Com os Teus sentimentos?

Com a Tua paciência? Com a Tua gratidão

Elevando sempre o olhar para o Céu?

Nem sempre perdoo-o, nem sempre ofereço o meu melhor

Nem sempre aproveito a união com os Teus sacrifícios.

Sou dos que te louvam e dos que Te crucificam!

Que personagem vou escolher para viver esta semana?

Pedro, Judas, os soldados, Pilatos, Herodes,

Simão de Cirene, os fariseus e sumo sacerdotes,

Maria, João...?

O que vou preferir na minha oração,

O “Hosana” ou o “Crucifica-o”?

Saiba colocar-me em Tua presença e no silêncio

Adorador deixar que sejas Tu a orientar a minha vida

E a dizer-me que ela sem cruz, não tem valor...

Tu reinarás, Tu vencerás, Tu nos salvarás...

 



Vaticano: Papa inicia Semana Santa com apelos a exame de consciência sobre atitude de cada católico face a Jesus

Vaticano: Papa inicia Semana Santa com apelos a exame de consciência sobre atitude de cada católico face a Jesus

sábado, 12 de abril de 2014

Domingo de Ramos

Das FMM




Texto completo da quinta pregação do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. - ROMA, 11 de Abril de 2014

Quinta Pregação de Quaresma
São Gregório Magno e o entendimento espiritual das Escrituras

Em um esforço por colocar-nos na escola dos Padres para dar um novo impulso e profundidade à nossa fé, não pode faltar uma reflexão sobre o modo em que eles liam a Palavra de Deus. Será o Papa São Gregório Magno a guiar-nos à “inteligência espiritual” e a um renovado amor pelas Escrituras.

Aconteceu no mundo moderno, em relação à Escritura, a mesma coisa que aconteceu com a pessoa de Jesus. A busca do exclusivo sentido histórico e literal da Bíblia que dominou nos últimos dois séculos partia dos mesmos pressupostos e levou aos mesmos resultados da pesquisa sobre o Jesus histórico diferente do Cristo da fé. Jesus era reduzido a um homem extraordinário, um grande reformador religioso, mas nada mais; a Escritura era reduzida a um livro excelente, até mesmo o mais interessante do mundo, mas um livro como os outros, que devia ser estudado com os meios com os quais se estudam todas as grandes obras da antiguidade. Hoje se está indo inclusive além. Um certo ateísmo militante maximalista, anti-judaico e anti-cristão, tem a Bíblia, especialmente o Antigo Testamento, como um livro "cheio de abominações", que deve ser retirado das mãos dos homens de hoje.

Nesse assalto às Escrituras, a Igreja opõe a sua doutrina e a sua experiência. Na Dei Verbum, o Vaticano II reafirmou a perene validade das Escrituras, como palavra de Deus à humanidade; a liturgia da Igreja a coloca em um lugar de honra em cada celebração sua; tantos estudiosos, na crítica mais atual, unem também a fé mais convicta no valor transcendente da palavra inspirada. A prova talvez mais convincente é, no entanto , a da experiência . O argumento  que, como vimos, levou à afirmação da divindade de Cristo em Nicéia, em 325 e pelo Espírito Santo em Constantinopla no 381, se aplica plenamente também à Escritura: nela experimentamos a presença do Espírito Santo, Cristo ainda nos fala, o seu efeito em nós é diferente do de qualquer outra palavra; portanto não pode ser simples palavra humana.

1. O velho se torna novo

O propósito da nossa reflexão é ver como os Padres nos podem ajudar a reencontrar aquela virgindade de escuta, aquele frescor e liberdade ao aproximar-se da Bíblia que permitem experimentar a força divina que emana dela. O Padre e Doutor da Igreja que escolhemos como guia, eu disse, é São Gregório Magno, mas para poder compreender a sua importância neste campo temos que voltar para as fontes do rio do qual ele próprio faz parte e traçar, pelo menos no geral, o seu percurso antes de chegar até ele.

Na leitura da Bíblia, os Padres só fazem continuar na mesma linha começada por Jesus e pelos apóstolos, e só esse dado nos deveria fazer mais cautelosos ao julgá-los. Uma rejeição radical da exegese dos Padres significaria uma rejeição da exegese do próprio Jesus e dos apóstolos. Jesus, aos discípulos de Emaús, explica tudo aquilo que se referia a ele nas Escrituras; afirma que as Escrituras falam dele, que Abraão viu o seu dia; muitos gestos e palavras de Jesus se dão “para que sejam cumpridas as Escrituras”; os primeiros dois apóstolos dizem dele: “Achamos aquele de quem Moisés e os profetas escreveram" (Jo 1 , 45).