quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Enviadas a testemunhar 
o Evangelho da Caridade…

Cristo pede-nos para percorrer os caminhos da missão, abrindo a porta da nossa vida à Fé. A nós compete-nos abrir o coração para aceitarmos o Evangelho. Pela Fé alimentada pela Palavra, entramos em comunhão com o Deus da Vida.
O mistério da Palavra de Deus revela-se na abertura e na conversão de vida. A Palavra fez-se Carne e faz em nossas vidas a Sua morada permanente. A Palavra faz-se Vida e Vida em abundância. Olhar a Palavra, contemplar a Palavra, rezar a Palavra, testemunhar a Palavra, eis a nossa missão!
A graça que nos abre à Fé tem a sua fonte no mistério do amor infinito de Deus, que é Pai e Mãe. Como podemos medir a dimensão deste amor? Não há medida capaz! A sobriedade do coração amável do nosso Deus tem de se experimentar na vida quotidiana. Por isso no nosso coração a novidade de Cristo tem um sabor diferente, Ele é sempre o Menino terno e doce nascido na pobreza de Belém. Mas qual Belém? A do meu e do teu coração, que é o espaço onde a Palavra germina, onde a Caridade fraterna se vive e onde o amor gera amor.
Deus, Pai, dá-nos torrentes de água Viva para saciar a sede que parece matar-nos. Deus, Pai oferece-nos o Pão da Vida e todavia, buscamos outros alimentos que não apagam nunca a nossa fome. Deus, Pai oferece-nos o banquete do Reino e não aceitamos o convite à mudança, à conversão, à novidade da Sua Palavra, depreciamos com facilidade tantos presentes eternos e deixamos que o mundo desabe sobre nós e nos remeta apenas para o facilitismo da vida…
A nossa vida tem de voltar-se para o Deus que nos ama infinitamente. A nossa vida tem de estar grávida de Esperança, porque também somos seios onde se gera o Verbo Divino que em qualquer ápice da nossa vida, se quer apresentar ao mundo onde vivemos e onde urge dar testemunho da Luz que veio para dissipar as trevas que envolvem todo o nosso ser.
Testemunhar a Verdade que é Cristo, é a nossa missão! Ver com olhos límpidos da alma a beleza do Rosto adorável do Pai, é a tarefa mais urgente que temos pela frente. Fazer caminho de humildade, é necessário, pois sem ela não conseguimos atingir o coração do Senhor.
Ninguém pense que já fez muito, que já vive pobre, humilde e submisso… A nossa vida é um longo caminho que atinge a sua plenitude quando aparecermos na Jerusalém Celeste, diante do trono de Deus para com Ele gozar das núpcias eternas. Para que a nossa vida seja plena de humildade, procuremos saber em primeiro lugar que nada sou, só Deus é tudo no meu nada, que Nele me apoio, Nele encontro a expressão mais clara do amor que me impulsiona para fazer a experiência simples, humilde e pobre como Ele. Há um caminho de pequenez e humildade a percorrer; um caminho de Encarnação da Palavra Eterna do Deus feito Menino, que toma a nossa pobre condição…
Aprendamos a ler o Evangelho com sensibilidade, para aí encontrarmos a nossa pobreza e descobrirmos que é um coração pobre, aquele que Deus acolhe e oferece um lugar privilegiado em Seu Coração Misericordioso.
Aprendamos a viver nesta hora que é nossa, as Bem- Aventuranças e tenhamo-las como norma de vida. Voltemos o nosso coração para os pobres e rasguemo – lo para que nele se encontrem pacificados os que anseiam paz, que descubram a liberdade os aprisionados, os que não têm amor. Que brote como torrente de água viva a caridade evangélica que somos desafiadas a viver com coerência de uma vida empenhada no anúncio alegre o Evangelho. Entremos no Mistério de Deus, conheçamo-Lo, amemo-Lo e testemunhemo-Lo com Fé, com Esperança e com profundo amor.
Bafejadas pelo Espírito que nos unge e nos envia a sermos mulheres novas, embebidas pelo Verbo feito Carne, cumpramos o mandato do Senhor e vamos, já, agora, com a via testemunhar o Evangelho da caridade, pois Deus é o amor que nos habita e nos convoca para a missão… 

sábado, 22 de dezembro de 2012

OLHO-TE JESUS...

Olho-te Jesus de Nazaré
Porque és o único que me olhas sempre com amor.
Olho-Te porque não compreendo a magnitude do Teu amor por mim.
Olho- Te porque me sinto pobre, e imploro que sejas rico no meu nada.
Olho-Te porque as minhas ausências, as minhas obscuridades anseiam
A luz e suspiram por Ti, para que Te faças Vida na minha pobre vida…
Olho-Te Jesus, mas o meu coração sabe que não poderia nunca contemplar-Te
Se não me sentisse olhada e amada por Ti…
Sobe às alturas… Contempla com alegria o Deus que te envia…
É o convite a descobrir a alegria da Tua face que tantas vezes procuro!
Olho-Te no precioso mistério do advento que vivo
Na espectativa da Tua vinda ao meu nada,
Para que essa vinda se faça novidade no mundo em que habito…
Olho-Te sem véu e fico inundada da Tua beleza, meus olhos não podem mais…
Olho-Te novidade suprema que me traz a chama da Fé,
A corrente da Esperança e a chama do Amor!
O Teu olhar cruza-se com o meu e sinto um frio gélido a trespassar
Todo o meu ser, porque vens, porque me olhas com ternura e paixão…
Espero-Te Senhor na Eucaristia, no presépio, no coração dos pobres,
Espero-Te na libertação tão desejada, espero-Te no mistério do
Encontro que tenho marcado a sós contigo nas artérias da minha vida…
Olho-Te Senhor e sei que sacias de bens a minha alma, alargas o horizonte
Da minha visão e contigo, meu olhar se coloca no futuro e por ele
Trabalho, oro e abraço com Fé os sinais da Tua presença em cada ser criado.
Olho-Te e com o cálculo da mente e do coração e aprendo que és Trindade,
Que és o maior, que és infinito, que és caminho e deserto, que és abundância
Que és peso e medida do meu amor, que quando  dou tudo ganho,
Quando não dou nada perco, pois Tu és o bem único
que me resta e preenche a minha vida…
olho-Te Senhor e ouso declarar-Te o meu amor, com ardor e verdade…
És o meu Deus, quero contemplar-Te no santuário do meu coração
E não ficar nunca confundida com o Teu doce olhar….
Benguela, 7 de Dezembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Missão, dom e mistério do amor de Deus...

Na vivência do Jubileu, a nossa meta é sermos as Novas Evangelizadoras do hoje da nossa história...
Um Carisma plantado em Angola! O encanto da missão por onde passaram as servas franciscanas...
Experimentar a missão é mistério e dom de Deus em nós...
Fortalecidas pela Palavra caminhamos entre alegrias e dores entre luzes e sombras...
Sejamos missionárias com alma e coração....

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ABERTURA DO CINQUENTENÁRIO DE PRESENÇA MISSIONÁRIA EM ANGOLA

50 Anos de labor missionário
“Quando eu for bispo de Silva Porto, quero-vos a trabalhar na minha diocese”
Foi assim que há 50 anos D. Manuel António Pires, bispo de Silva Porto, atual Kuito-Bié, se expressava aos superiores da então jovem Congregação das SFRJS, nascida na diocese de Bragança – Portugal. O ideal missionário estava vivo no coração e na alma dos fundadores, mais concretamente na alma de D. Abílio Vaz das Neves, que tinha vivido apaixonadamente este ideal na Índia.
No capítulo geral de 13 de agosto de 1962, é dada uma resposta favorável a D. Manuel e dele saíram as escolhidas que iriam formar o grupo da primeira fundação missionária das Servas Franciscanas Reparadoras. Foram elas as irmãs: S. Paulo, a quem o Senhor ainda conserva a vida, com 90 anos e que todos bem conhecem como a “nossa mãe”, a ir. Anunciação Xavier, aqui presente connosco e em missão em Moçambique, a Ir. Nazaré, que o Senhor já chamou a si, a ir. Fátima Ferreira aqui presente e em missão no Brasil, e a ir. Rosa Félix, aqui presente e em missão permanente em angola. A imposição do crucifixo missionário foi um momento impar jamais vivido, pois nesse mesmo dia, 4 de Outubro de 1962, estava sepultada a primeira superiora geral e fundadora da Congregação, ir. Maria do Santíssimo Sacramento. Presidiu à celebração D. Abílio e D. Manuel Pires, que passava por Portugal rumo à celebração do Concílio Ecuménico Vaticano II.
Unidas à Igreja na celebração do Ano da Fé, e no jubileu da abertura do Concílio, estamos aqui, também nós, filhas da Igreja, a celebrar o nosso jubileu, com o povo desta diocese que tão amavelmente nos acolheu. Narra a cronista daquela época, a ir. S. Paulo, que a 27 de Outubro o navio levantou as amarras e partiu mar fora… Chegaram à “querida missão” de Nova Sintra, atual Catabola, faz precisamente hoje, 50 anos, era dia 11 de Novembro de 1962. Eram aguardadas por duas irmãs de S. José de Cluny, que lhe passariam o testemunho e por dois sacerdotes espiritanos: P. Guilherme e P. Lucas.
Foi-lhes entregue a missão do internato Artur de Paiva, aqui doariam suas vidas ajudando outras vidas a crescer. O acolhimento foi para além das espectativas, com elas fica a madre Teresa para as orientar nos primeiros dias. Tudo era desconhecido, a novidade marcava cada passo das novas inquilinas. Tudo era novo: as irmãs, o clima, a paisagem, as pessoas, os costumes, a cultura, a casa e a língua que não percebiam. Em todos os espaços respirava-se a novidade. Com elas estava Aquele que é sempre novo e as fortalecia na tarefa que Ele próprio lhes confiava: Cristo. Dinamizavam a catequese, a liturgia, todos os atos de piedade, foram professoras e tudo iam fazendo, com simplicidade e humildade, mesmo sentindo a dificuldade da comunicação.
As irmãs distinguiam-se das outras pessoas apenas pela gratuidade do seu amor, da sua entrega que é sinal da solidariedade de Deus no meio do seu povo. Segundo as palavras do profeta Isaías (9,1-3) estamos aqui para nos convencermos de que o nosso mundo é o lugar onde todos caminhamos nas trevas, nas sombras e na luz…
A luz é de esperança, e nós queremos ser profetas de esperança para quantos, ontem e hoje, continuam a precisar da nossa ajuda. A esperança é como uma faísca de vida que pode transformar as trevas na beleza da luz que recai sobre todos nós, como o brilho de Deus, o fogo do Espírito. Juntos esperamos o recomeço de uma nova vida!
Queridos amigos e queridas irmãs: a lâmpada de Deus ainda não se apagou. O nosso olhar tem de ser positivo e repleto de esperança e de vida. Há vidas que continuam a esperar e a suspirar por nós. Alguém escreveu uma expressão muito bonita que diz: “ Eu te ajudarei, meu Deus, para que não te apagues em mim…” A ternura da mulher e irmã, é fonte de coragem e de fé. É assim que descrevo as cinco transmissoras do Carisma neste país e no meio deste povo: mulheres de coragem, de fortaleza e de fé. Foi o bem que invadiu o coração das que num ápice da sua entrega, disseram sim e foram e são o jasmim perfumado que é odor das que hoje continuam a oferecer as suas vidas como suave incenso a consumir-se diante do altar do Senhor.
50 anos de vida, de graça, de fé, de esperança e de uma caridade infinda! Ultrapassaram-se as dores, as sombras, os medos e passaram com imensa alegria a serem portadoras da mensagem do Evangelho. O fogo do Espírito pairava sobre cada uma e em comunhão faziam o discernimento do bem que deviam fazer sempre em qualquer situação. Obrigada, irmãs por esse sinal do amor de Deus, que nos congrega aqui, hoje, na memória feliz da Congregação que iniciou a sua peregrinação missionária convosco e que dá continuidade ao carisma, nas que hoje o abraçam com o mesmo amor e fidelidade.
50 anos de profecia e evangelização. Somos nós a mensageiras da paz e do Bem pregado por Francisco de Assis nosso pai espiritual. Desejamos ser para vós, caros cristãos desta diocese, luz nas trevas, fogo que arde e se consome em amor pela Igreja, pelo Carisma e pelo próximo.
Um provérbio africano diz: “ A fama fica, ainda que a pessoa já se tenha ido embora”… Como não fazer memória neste momento de quantas passaram por este espaço de missão? Porque não lembrar o sofrimento que trespassou tantas vezes a sua alma e o coração?
Marcam-se caminhos diferentes na vida do cristão. Nem todos estamos revestidos da mesma coragem e fé, umas no céu a viver este momento de graça, outras, que, continuam a ser sinais de esperança e fé, espalhando o perfume do amor e da alegria por onde passam e vivem.
50 anos de vida em que fazemos memória do coração, onde somos convidadas a ser profetas da verdade, da justiça, da paz e do amor. O nosso amor universal, reveste-se da força do alto, o nosso estar com e para os pobres é a razão da nossa missão. O fogo que nos empurra a brilhar como chama preciosa na sociedade em que vivemos é Jesus Cristo o Homem sempre Novo. É Ele que nos impulsiona a sermos sal e luz do mundo. Em nós arde o impulso da caridade que deve brilhar em tudo quanto somos e realizamos. Tudo se queima devagar! A nossa vida é lâmpada que brilha mergulhada no azeite do amor de Deus para connosco.
Com as fragilidades e limites da vida, avançamos e queremos como Servas Franciscanas Reparadoras, continuar a fazer brilhar o amor de Deus em vossos corações. Queremos ser portadoras de esperança e entre vós e para vós, fazer sempre o bem. Fazer o bem com o coração agradecido e fortalecido sempre pelo nosso viver fraterno, pelo testemunho de vida, pela comunhão, que faz germinar, crescer e amar.
A nossa vida é para o serviço. O nosso coração é para o amor… a nossa vida é para vós… quando servimos, quando amamos, quando choramos, quando lutamos, quando somos confrontadas com a nossa verdade íntima, descobrimos que os nossos caminhos tem de ser percorridos pela justiça, pela paz, pela alegria e pela verdade sem limites. É assim que vivemos a familiaridade de Deus e somos por Ele impulsionadas a gritar ao mundo inteiro a nossa riqueza de viver para Cristo e para os irmãos.
50 anos
Esta data, é o anúncio do hoje de Deus no hoje do mundo, questionando pela novidade do Evangelho, que não é novo mas que abre perspetivas novas de uma missão sem fim! O labor feito com audácia, o anúncio que proclama os valores de uma cultura tão nobre, torna-nos capazes de fazer resplandecer a luz no meio da noite. As irmãs espalhadas pelas dez comunidades deste país, servindo com ardor e entusiasmo na educação, na saúde, no serviço da Igreja local, faz-nos respirar o mesmo espírito que moveu o coração das cinco primeiras flores plantadas num canteiro de Angola, num jardim chamado Nova Sintra.
Toda a nossa vida vive-se em função do estímulo, do acolhimento, da solidariedade, da inspiração, da paz, da humildade e simplicidade. Queremos ser em toda a parte a voz dos sem voz, a força dos desfalecidos, a paz dos perturbados, a esperança dos desanimados e o amor dos desamados…
Deixai que partilhe convosco caros amigos, caras irmãs, uma imagem evangélica muito especial: A Unção de Betânia, onde duas irmãs e seu irmão se comprometem a honrar e a fazer festa ao seu amigo. Os papéis são partilhados, mas uma só coisa é evidente: as suas economias servem para comprar um perfume raro de alto preço. Nós irmãs, no meio de vós, povo de Angola, tão generoso e acolhedor para connosco, somos convidadas a tornar as nossas comunidades na Betânia do hoje da nossa vida, onde estamos para servir, amar, acolher, fazendo festa e renunciando ao bem-estar pessoal, sempre em favor dos irmãos, oferecendo-lhe o perfume da nossa vida, sendo cada vez mais fraternas, pacíficas e felizes na prática da caridade.
Este ano de graça é vivido sob o lema: “Enviadas a testemunhar o Evangelho da Caridade”. Vivermos este jubileu ao longo do ano 2013, é motivo de alegria e de um redobrado compromisso evangélico.
Foram duas as irmãs que este ano em diversas datas fizeram a sua profissão perpétua, a ir. Cristina Nangolo, ao serviço do carisma nesta comunidade e nesta paróquia celebra os seus 25 anos de consagração religiosa, tudo é para nós momento de profunda gratidão ao Senhor da Vida e da Vocação.
A diocese do Kuito que nos acolheu em primeiro lugar há 50 anos, seja abençoada pelo Senhor, que as famílias vivam a alegria do amor e da fidelidade, que os jovens e as crianças cresçam em sabedoria e graça, que o dom ao sacerdócio seja uma graça  para esta Igreja local, e que a vida consagrada seja sinal do amor de Deus presente no meio deste povo simples, humilde e amável.
Radicadas no Carisma que nos une, continuaremos a dar um ar novo e privilegiado à missão pondo a render os talentos que o Senhor nos confere, para o bem do ser humano. Com o que somos e temos, ajudaremos a Igreja a ser sinal do amor de Deus no lugar onde nos encontrarmos. Com coragem e determinação, queremos continuar a servir e a amar a Igreja de Angola e o povo irmão deste país maravilhoso.
Um obrigado do coração aos senhores Bispos das dioceses onde prestamos o nosso humilde serviço, pelo acolhimento, pela estima e pelo reconhecimento do Carisma que anima o nosso ser.
Às entidades políticas aqui presentes, a nossa gratidão pela presença e pela estima para com as irmãs a servir nesta província do kuito. A nossa solidariedade é muitas vezes fortalecida com o vosso desejo de fomentar o bem. Contamos sempre com a vossa colaboração. Este espaço do Lar de Kamacupa fica à espera da vossa ajuda.
Aos cristãos aqui presentes. Continuem a contar com a nossa ajuda e com a partilha da nossa fé. Vamos juntos, amar mais a Igreja e vivermos com mais intensidade o mandamento do amor que nos foi dado por Cristo como forma de vida. Obrigada pela vossa tão grande simpatia e confiança.
Num itinerário de memória vivida com gratidão, pelas irmãs que foram vida a jorrar, pelas que continuam a ser fonte a matar a sede, pelas que bebem dessa fonte e regam a vida com amor, entrega, sacrifício, felicidade e fidelidade, um louvor eterno ao Senhor e que seja Ele o motor do nosso ser e fazer, sendo luzeiros no mundo, sal da terra e instrumentos de Paz e Bem.
Felicidades, para todos e um bem-haja.

sábado, 27 de outubro de 2012


PROCLAMAÇÃO DO ANO JUBILAR 2012/2013

      Queridas irmãs!
Bendito seja o Deus que nos escolheu em Jesus Cristo para vivermos
o dom da fraternidade, sendo no mundo instrumentos de Paz e Bem.

Eis que é chegado o momento em que, com imensa alegria e esperança, me dirijo ao coração de cada uma para, por meio destas simples e humildes letras, fazer o anúncio oficial deste ano jubilar da Congregação, que se reveste de um tríplice significado: Ano jubilar da Igreja na celebração dos cinquenta anos de abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II; cinquenta anos marcam a vida da Congregação, no envio das cinco primeiras irmãs, Anunciação, Fátima, Nazaré, S. Paulo e Rosa Félix, para a missão em Angola, a 4 de Outubro de 1962. Nesta mesma data, nascia para uma vida nova a Ir. Maria do Santíssimo Sacramento, primeira Superiora Geral da mesma e oficialmente a sua fundadora.

O anúncio é feito sob o lema: “ Enviadas a testemunhar o Evangelho da Caridade”, tema que nos orientará na reflexão, na oração e na experiência fraterna de vida que construímos em comunhão. As celebrações jubilares iniciarão a 11 de Novembro de 2012 em Angola e nos outros locais no dia 4 de Outubro, dia do Pai S. Francisco. 
O jubileu será vivido ao longo do ano 2013 e terá um dos seus pontos altos na celebração do XVI Capítulo Geral, Intermédio e no encerramento das celebrações jubilares em toda a Congregação, a 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, nossa Padroeira.

Dom Filippo Santoro: Um bom exemplo de fé, vale mais do que mil palavras

Padre Sinodal, Arcebispo de Taranto, conta sua experiência
 Falta menos de uma semana para a conclusão da XIII assembléia do Sínodo dos Bispos dedicada a Nova Evangelização para a transmissão da fé. Muitas idéias emergiram da assembléia, sobretudo a de dar vida a uma evangelização que envolva todos os âmbitos e aspectos do ser humano, colhendo os desafios da sociedade de hoje. Sobre isto falou a ZENIT, Dom Filippo Santoro, arcebispo de Taranto, nomeado Padre Sinodal por Bento XVI.

Do Sínodo emerge uma Igreja viva e confiante no futuro

Cardeal Betori, apresentou aos jornalistas, juntamente com o nomeado cardeal Dom Tagle e o arcebispo Carrè, a mensagem final do Sínodo dos Bispos


Uma mensagem de comunhão que reflete uma Igreja viva, pronta para enfrentar os desafios e problemas do nosso tempo. Assim, o Cardeal Giuseppe Betori, arcebispo de Florença, apresentou hoje pela manhã na Santa Sé, a mensagem final do Sínodo sobre a Nova Evangelização, com o arcebispo de Manila, Mons. Luis Antonio Tagle, rescentemente nomeado cardeal pelo Papa e o arcebispo de Montpellier, secretário-geral do Sínodo, o arcebispo Pierre Marie Carré.

Dar-se as mãos ou levantar os braços durante o Pai Nosso?

Responde o padre Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Muitas pessoas dizem que não devemos dar-nos as mãos quando rezamos a oração do Senhor, porque não é uma oração comunitária, mas uma oração ao “Pai Nosso”. Alguns sacerdotes explicaram que já que a Santa Sé nunca especificou o tema, então estamos livres para fazer como quisermos. Pode-se recitar o Pai Nosso de mãos dadas ou não? Qual é o modo no qual a tradição católica romana convida a recitar a oração do Senhor durante a Missa? - T.P., Milford, Maine.

O Santo Padre nos chamou à desmundanização

Arcebispo de Madri propõe exame de consciência e conversão do coração Cardeal Antonio María Rouco Varela


 Reproduzimos o pronunciamento do Card. Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri, Presidente da Conferência Episcopal da Espanha, na 11ª congregação geral do Sínodo dos Bispos, em 15 de outubro de 2012.
É imprescindível conhecer o “Sitz im Leben” da Nova Evangelização, se queremos realizá-la de modo correto. O secularismo é, possivelmente, o seu sinal mais característico. A história da secularização, começada no século XVII, culmina no século XX com o postulado da “morte de Deus” e com a exaltação do “super-homem”.

Evangelização: Uma Resposta à "sede" dos homens de todo tempo e lugar

Publicada a Mensagem do Sínodo dos Bispos ao Povo de Deus

A Mensagem final da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã foi apresentada nesta manhã na sala de imprensa do Vaticano. O texto foi dividido em 14 pontos.
O documento abre com uma referência ao encontro de Jesus com a Samaritana junto do poço, trazendo a ânfora vazia (cf. Jo 4:5-42): é uma referência para a "sede" dos homens de todos os tempos, muitos “são os poços”, mas é preciso "discernir " para não correr o risco de ruinosas desilusões.
Reconhecendo Cristo como o único portador da "água que dá a vida verdadeira e eterna" e convertendo-se, a mulher samaritana "tornou-se mensageira da salvação e conduz para Jesus toda a cidade”.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


"Eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus"

Homilia de Bento XVI na Missa de canonização de sete novos Santos

O Filho do homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos (cf. Mc 10,45)

Venerados irmãos,

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje a Igreja escuta mais uma vez estas palavras de Jesus, pronunciadas durante o caminho rumo a Jerusalém, onde devia cumprir-se o seu mistério de paixão, morte e ressurreição. São palavras que manifestam o sentido da missão de Cristo na terra, marcada pela sua imolação, pela sua doação total. Neste terceiro domingo de outubro, no qual se celebrar o Dia Mundial das Missões, a Igreja as escuta com uma intensidade particular e reaviva a consciência de viver totalmente em um perene estado de serviço ao homem e ao Evangelho, como Aquele que se ofereceu a si mesmo até o sacrifício da vida.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


A nova evangelização como testemunho

O reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, Mons. Dal Covolo, esboça um primeiro informe do Sínodo


 “O diálogo entre a fé e a cultura no ensino". Este é, de acordo com Dom Enrico dal Covolo, a característica distintiva das escolas e das universidades católicas. Um diálogo - confirma o Reitor da Pontifícia Universidade Lateranense - "inesgotável entre a ciência de Deus e as ciências humanas, junto com uma síntese teológica assimilada essencialmente, e coerentemente testemunhada pelos formadores. Porque este é o ponto realmente crucial: hoje muitos são professores (inclusive eu ...) - admite - mas muito poucos são testemunhas da fé e do encontro verdadeiro com Jesus Cristo".
A fé cristã, operante na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida.

Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira

Publicamos a seguir a catequese realizada por Bento XVI durante a Audiência Geral desta quarta-feira, dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
O Ano da Fé. Introdução.
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje vou apresentar o novo ciclo de catequese, que se desenvolve durante todo o Ano de Fé inaugurado recentemente e que interrompe - por este período - o ciclo dedicado à escola de oração. Com a Carta Apostólica Porta Fidei convoquei este Ano especial, para que a Igreja renove o entusiasmo de crerem Jesus Cristo, o único salvador do mundo, reaviva a alegria de andar no caminho que nos indicou, e testemunhe de maneira concreta a força transformadora da fé.
As nossas paróquias serão as pedras angulares das comunidades eucarísticas do futuro"

Sínodo: arcebispo de Dublin reflete sobre as problemáticas da juventude e da educação

Publicamos abaixo a intervenção de dom Diarmuid Martin, arcebispo de Dublin, durante a décima quarta congregação geral do Sínodo dos Bispos, ocorrida em 16 de outubro de 2012.

O desafio da linguagem é especialmente percebido em países onde a língua dominante é o inglês, e é caracterizado por filosofias linguísticas com conhecidos desafios epistemológicos. Há também um desafio adicional para a linguagem cotidiana, não apenas da mídia, mas de uma cultura da manipulação da linguagem e da gestão da informação, em que o significado dos termos é alterado e manipulado para fins comerciais, ideológicos e políticos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Momentos importantes do Concílio Vaticano II

Entrevista com Mons Vitaliano Mattioli


Estamos comemorando os 50 anos do Concílio Vaticano II e nos perguntamos: como é que esse evento foi vivido pela geração que o presenciou?
Mons. Vitaliano era seminarista em Roma naquele então. ZENIT o entrevistou para que nos contasse em primeira pessoa a sua experiência desse grande evento que marcou profundamente a história da Igreja contemporânea.
Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma, Itália, em 1938 e realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e na Escola Clássica Apollinaire de Roma e Redator da revista "Palestra del Clero". Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.

Bento XVI: "Sempre haverá novos despertares para o cristianismo"

Entrevista inédita com o Santo Padre no filme Bells of Europe, apresentado ontem à noite após a sessão sinodal

Ontem, segunda-feira, 15 de outubro, após a sessão sinodal, foi apresentado a alguns padres sinodais o filme Bells of Europe [Sinos da Europa], sobre a relação entre o cristianismo, a cultura europeia e o futuro do continente.
O filme apresenta trechos de uma série de entrevistas originais exclusivas com as maiores personalidades religiosas cristãs, incluindo o papa Bento XVI, o patriarca ecumênico Bartolomeu I, o patriarca de Moscou, Kirill, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, o ex-presidente da Federação das Igrejas Evangélicas na Alemanha, Wolfgang Huber, e outras personalidades da política e da cultura.
O fio condutor da produção vem do som dos sinos dos diversos cantos do continente e da fusão de um sino na antiga fundição de Agnone. A trilha sonora traz músicas do famoso compositor estoniano Arvo Pärt, que, também entrevistado no filme, explica como se inspirou precisamente no tilintar dos sinos.
Realizado pelo Centro Televisivo Vaticano a partir de uma concepção do pe. Germano Marani e com o apoio de várias outras instituições, entre as quais a Fundação Gregoriana, o filme já está disponível para a RAI Cinema, que detém os direitos de transmissão televisiva e de distribuição doméstica.
Um fascículo com os textos completos das entrevistas realizadas no filme, em italiano e em inglês, foi distribuído a todos os participantes do sínodo. Destaque para a ampla entrevista, até agora inédita, com o Santo Padre Bento XVI, que reproduzimos a seguir.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sínodo 2012: Líder da Igreja Anglicana destaca potencial humanizador da fé cristã

Sínodo 2012: Líder da Igreja Anglicana destaca potencial humanizador da fé cristã

Fidelidade renovada (n.º 158)

Fidelidade renovada (n.º 158)

Vaticano: Papa fala em «nova primavera» do Cristianismo

Vaticano: Papa fala em «nova primavera» do Cristianismo
Entrar na lógica da doação
Durante o Angelus, Bento XVI explica o verdadeiro significado do encontro de Jesus com o jovem rico

Publicamos a seguir as palavras de Bento XVI pronuciadas aos fiéis e peregrinos reunidos nesta manhã, na Praça de São Pedro, para a tradicional oração mariana do Angelus.
Queridos irmãos e irmãs!
O Evangelho deste domingo (Mc 10,17-30) tem como tema principal a riqueza. Jesus ensina que é muito difícil para um rico entrar no reino de Deus, mas não impossível; de fato, Deus pode conquistar o coração de uma pessoa que possui muitos bens e impeli-la à solidariedade e à partilha com quem é necessitado, com os pobres, ou seja, a entrar na lógica da doação. Desta maneira, esse se coloca no caminho de Jesus Cristo, que - como escreve o apóstolo Paulo - "Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza" (2 Cor 8, 9).
A vida na fé
Reflexões de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro

Cinquenta anos já são passados desde a solene abertura do Concílio Vaticano II, que, dois anos antes, foi anunciado com alegria pelo saudoso e bem-aventurado Papa João XXIII. A Igreja toda exultou de alegria pela notícia que ecoou pelos quatro cantos do mundo! Estava iniciando o maior acontecimento da Igreja do século vinte!
Se os pastores se confessam, os fiéis também se confessarão
Sínodo dos Bispos: prelado do Opus Dei pede que os sacerdotes recebam o sacramento da reconciliação regularmente

Dom Javier Echevarría Rodriguez
Transcrevemos a seguir as palavras de dom Javier Echevarría Rodriguez, prelado do Opus Dei e bispo titular de Cilibia. Ele se dirigiu à Sétima Congregação Geral do Sínodo dos Bispos, em 12 de outubro de 2012.

Francisco descobriu o tesouro que é Cristo

Ministro geral dos Frades Menores Capuchinhos indica a conversão de Francisco como exemplo de vida nova

Padre Mauro Jöhri
Oferecemos a seguir as palavras do reverendo pe. Mauro Jöhri, O.F.M. Cap, ministro geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, na Sétima Congregação Geral do Sínodo dos Bispos, realizada nesta sexta-feira, 12 de Outubro.

As ordens mendicantes contribuirão para a nova evangelização na medida em que elas próprias se renovarem no contato com o carisma dos seus fundadores e na escuta atenta das situações complexas do nosso tempo. É necessária, de nossa parte, uma fidelidade criativa, como, no fundo, soube vivê-la de forma exemplar a testemunha que me é mais próxima: São Francisco de Assis. Em que sentido podemos falar de Francisco como "um homem verdadeiramente novo"?

domingo, 14 de outubro de 2012


Cristo como o centro do cosmos e da história

Homilia de Bento XVI na abertura do Ano da Fé

A homilia de Bento XVI realizada na manhã do dia 11, durante a missa celebrada no adro da Basílica de São Pedro para marcar o início do Ano da Fé, no 50 º aniversário da cerimonia de abertura do Concílio Vaticano II.
Venerados Irmãos,
Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, com grande alegria, 50 anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, damos início aoAno da fé. Tenho o prazer de saudar a todos vós, especialmente Sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla, e Sua Graça Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária. Saúdo também, de modo especial, os Patriarcas e Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais católicas, e os Presidentes das Conferências Episcopais. Para fazer memória do Concílio, que alguns dos aqui presentes – a quem saúdo com afeto especial - tivemos a graça de viver em primeira pessoa, esta celebração foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, que quis recordar a memorável procissão dos Padres conciliares, quando entraram solenemente nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia daquele que foi utilizado durante o Concílio; e a entrega das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, que realizarei no termo desta celebração, antes da Bênção Final. Estes sinais, não nos fazem apenas recordar, mas também nos oferecem a possibilidade de ir além da comemoração. Eles nos convidam a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano II, para que se possa assumi-lo e levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido. E este sentido foi e ainda é a fé em Cristo, a fé apostólica, animada pelo impulso interior que leva a comunicar Cristo a cada homem e a todos os homens, no peregrinar da Igreja nos caminhos da história.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

«Deserto» espiritual ameaça humanidade

                                                   «Deserto» espiritual ameaça humanidade

Vaticano: Bento XVI pede «convicção e alegria» na vida da Igreja

Vaticano: Bento XVI pede «convicção e alegria» na vida da Igreja

Sínodo 2012: Burocracia e falta de formação dos católicos travam nova evangelização

Sínodo 2012: Burocracia e falta de formação dos católicos travam nova evangelização

"A minha pessoa não conta: é um irmão que fala com vocês"

O Sermão da Lua, do papa João XXIII


ROMA, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 (ZENIT.org). É, sem dúvida, o mais famoso e comovedor discurso de todo o pontificado de Angelo Roncalli. Entrou para a história como o "Sermão da Lua": trata-se da saudação do papa João XXIII, na noite de quinta-feira, 11 de outubro de 1962, aos numerosíssimos fiéis e peregrinos que participaram da vigília organizada para a abertura do Concílio Vaticano II.
Hoje, cinquenta anos depois, transcrevemos esse discurso feito de palavras simples e sinceras, que não perderam nada da sua extraordinária autenticidade.

Caros filhinhos, ouço as vossas vozes. A minha é apenas uma, mas condensa a voz do mundo inteiro. Todo o mundo está aqui representado.
Parece que até a lua antecipou-se esta noite – observai-a no alto – para contemplar este espetáculo. É que encerramos uma grande jornada de paz. Sim, de paz: Glória a Deus e paz aos homens de boa vontade.
A minha pessoa não conta para nada, quem vos fala é um irmão, que se tornou pai por vontade de Nosso Senhor, mas tudo junto – paternidade e fraternidade – é graça de Deus, tudo, tudo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

É Cristo a resposta para a "desertificação espiritual dos nossos dias


Inaugurando o Ano da Fé, Bento XVI indica nos documentos do Concílio Vaticano II, a base sobre a qual construir a Nova Evangelização

Uma solene Celebração Eucarística que consagra um evento histórico para a Igreja, coincidindo com dois aniversários importantíssimos: a abertura do Ano da fé, juntamente com o 50 º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e do 20 º da promulgação do atual Catecismo da Igreja Católica.
Esta manhã, na presença de milhares de fiéis, vindos de todo o mundo à Praça de São Pedro, o papa Bento XVI presidiu a Santa Missa, concelebrada por 80 Cardeais, 8 Patriarcas e Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais Católicas, os Bispos Padres Sinodais, 104 Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo e 15 Bispos que participaram como Padres nos trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II.

Ano da Fé: Papa quer renovar ação da Igreja

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Ano da Fé: Paulus Editora lança tradução portuguesa do hino oficial «Credo, Domine»

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Aos pés da cruz, para aprender a humildade a o amor autêntico


O Prefeito da Congregação para a Educação Católica explica que "a fim de reforçar a própria fé não basta o estudo, mas é necessário um vivo contato pessoal com Deus"

Deve-se colocar seriamente a pergunta: por que o constante aumento do número das nossas instituições educativas está acompanhado por uma crescente crise da fé? O que as torna tão pouco eficazes no despertar a fé e no campo da evangelização? Gostaria de encarar três fatos, que ainda sem terem caráter de novidade, precisam ser de novo apresentados, seriamente pensados e talvez seguidos de um estudo mais aprofundado

Concílio Vaticano II: "uma grande pintura feita pelo Espírito Santo"


Na audiência geral, Bento XVI indica quatro constituições conciliares como pontos cardeais da Igreja

 Uma audiência geral das mais importantes do pontificado de Bento XVI: na manhã de hoje, véspera da abertura do Ano da Fé e do 50º aniversário da abertura do concílio Vaticano II, o tema escolhido pelo Santo Padre para a catequese foi uma reflexão sobre os documentos conciliares.
O concílio Vaticano II nos aparece como "um grande afresco”, propôs o papa, “pintado na sua grande multiplicidade e variedade de elementos sob a orientação do Espírito Santo". Um trabalho de "extraordinária riqueza", do qual ainda é possível "redescobrir passagens particulares, fragmentos, matizes".
O Santo Padre mencionou em seguida o seu antecessor, o beato João Paulo II, que chamava o concílio Vaticano II de "grande graça para a Igreja do século XX", bem como "bússola segura para nos orientar nos caminhos do século que se abre"(Novo millennio ineunte, 57). Uma bússola que permite que "o navio da Igreja avance em mar aberto, tanto em meio a tempestades quanto a ondas calmas e tranquilas, para navegar com segurança e chegar a bom porto".

Nada pode resistir ao poder de cura do Evangelho

Cardeal Giuseppe Betori fala da coragem e da fidelidade no autêntico humanismo

Assim como Jesus foi um profundo conhecedor da vida no seu tempo, a Igreja de hoje também tem que se voltar para a cultura contemporânea, com a certeza de que nada pode resistir ao poder de cura do Evangelho. Isto é mostrado pela história da Igreja no mundo antigo, assim como pela inspiração da fé que animou a renovação da cultura entre o final da Idade Média e o início dos tempos modernos. É questão de ouvir e de compreender o mundo, sem qualquer sujeição: a palavra de Deus julga o mundo.

Existe mais consciência sobre o lugar da Palavra de Deus

Importante discurso do cardeal Marc Ouellet durante o sínodo

 Durante a tarde de ontem, na Quarta Congregação Geral (ou sessão) da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontece no Vaticano sobre “A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã”, o cardeal Marc Ouellet, PSS, prefeito da Congregação para os Bispos, abordou a aplicação da exortação pós-sinodal Verbum Domini.
O prelado recordou que a Verbum Domini foi assinada pelo papa Bento XVI em 2010, depois de uma reflexão sinodal de 2006. A abertura desta nova assembleia, disse ele, “nos leva a refletir sobre a recepção deste documento pós-sinodal, para fazer um balanço sobre a prática das suas orientações, que querem renovar a fé da Igreja”.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Concilio Vaticano II foi realmente profético

Cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero concede entrevista exclusiva


ROMA, terça-feira, 09 de outubro de 2012(ZENIT.org)Apresentamos a parte 2 da entrevista exclusiva concedida à ZENIT pelo Cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero, em vista do 50° aniversario da abertura do Concilio Vaticano II.
ZENIT: Sabe-se que Vossa Eminência sempre falou com grande entusiasmo do Concílio Vaticano II. O que ele representou para Vossa Eminência?
Card.Piacenza: Como não se entusiasmar com um evento tão extraordinário como um Concílio Ecumênico! Nele, a Igreja refulge em toda a sua beleza: Pedro e todos os Bispos em comunhão com ele, colocam-se em atitude de escuta do Espírito Santo, daquilo que Deus tem a dizer à Sua Esposa, procurando explicitar – segundo os auspícios do Beato João XXIII – no hoje da história, as imutáveis verdades reveladas e lendo os sinais de Deus nos sinais dos tempos, e os sinais dos tempos à luz de Deus! Dizia o mesmo Pontífice na solene alocução de abertura do Concílio, no dia 11 de outubro de 1962: “Transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios [...] esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo”.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


"As colunas da Nova Evangelização: a Confessio e a Caritas "

Meditação de Bento XVI na XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 8 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir a síntese da meditação feita por Bento XVI na XIII Assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos durante a Hora Tertia de hoje.

As colunas da Nova Evangelização são a Confessio e a Cáritas, partindo do Evangelium, em um caminho que leve ao aparecimento do bom fogo do anúncio a ser oferecido aos outros. Explicou-o o Papa na reflexão durante a Hora Tertia desta manhã, argumentando que somente Deus é a fonte deste caminho, que depois implica o envolvimento humano. Partindo do Evangelium e retornando à oração, sobre a qual está fundada a cooperação com Deus.

domingo, 7 de outubro de 2012

NOTA PASTORAL DE D. MARTO


O Tesouro da Fé, Dom para Todos
O Santo Padre Bento XVI proclamou um “Ano da Fé” para toda a Igreja, precisamente na altura em que nós completamos o percurso do Projeto Pastoral traçado pelo Sínodo Diocesano para um período de seis anos, a que acrescentámos mais um. Assim, para o ano de 2012/2013 decidimos acolher, com grande alegria e plena disponibilidade, a proposta do Santo Padre. Nesta Nota Pastoral apresento à Diocese o horizonte e as linhas de ação para o ano que agora iniciamos.

NOTAS SOBRE NOVA EVANGELIZAÇÃO


O presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização em Portugal disse que o “problema” na transmissão da fé está do lado de quem anuncia, pedindo “fidelidade” à mensagem original de Jesus.
“O problema não estará tanto do lado das pessoas que não querem ouvir, mas no nosso lado, que anunciamos em nome próprio, juntamos as nossas opiniões, damos uns retoques de última novidade”, refere D. António Couto, em entrevista hoje publicada.

ANO DA FÉ...


Ao longo do “Ano da Fé” proclamado pelo Papa Bento XVI, proponho-me escrever uma série de artigos sobre “o dom da fé”. Desejaria ilustrar como a fé é um dom concedido por Deus aos homens e como estes, uma vez que dele beneficiam, o oferecem também aos seus semelhantes com o testemunho pessoal e comunitário e o anúncio do Evangelho. O programa dos artigos não está delineado. Cada um irá saindo conforme a inspiração do momento e a sugestão dos acontecimentos. Espero poder ser útil aos leitores para alimentar a sua fé e, quem sabe, poder ajudar alguém a receber o mesmo dom ou a redescobri-lo na sua vida. Assim o Espírito Santo me inspire.

A Igreja existe para evangelizar

Homilia de Bento XVI pronunciada na Celebração Eucarística por ocasião do Sínodo dos Bispos

Às 9:30 desta manhã, XXVII Domingo do Tempo Comum, no Sagrado da Basílica Vaticana, o Santo Padre Bento XVI proclama “Doutores da Igreja” São João de Ávila e Santa Hildegarda de Bingen, e preside a Celebração Eucarística por ocasião da abertura da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, cuja homilia apresentamos a seguir:

Vaticano: Papa inaugura Sínodo com maior número de participantes na história

Vaticano: Papa inaugura Sínodo com maior número de participantes na história

Vaticano: Bento XVI pede «convicção e alegria» na vida da Igreja

Vaticano: Bento XVI pede «convicção e alegria» na vida da Igreja

terça-feira, 2 de outubro de 2012

África: Perfil do (novo) evangelizador

África: Perfil do (novo) evangelizador

Grupo de irmãs presentes na celebração Jubilar de Missão em Angola


Adjetivo «nova» pode trair a evangelização

Adjetivo «nova» pode trair a evangelização

É possível evangelizar nas redes sociais da internet

Mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial das Comunicações 2013

Por José Antonio Varela Vidal
– Os comunicadores digitais católicos, ou dito de outra forma, “os evangelizadores da Rede”, receberam o apoio do santo Padre Bento XVI pelos seus grandes esforços em entender a linguagem dos meios de hoje – com poucas horas de descanso e não poucas incompreensões -, de modo que a mensagem de Cristo permaneça em vigor nas redes sociais da internet.
Esta boa notícia chegou a cada dispositivo móvel ou fixo que estivesse na rede, quando na sexta-feira foi publicado o tema da 47ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais 2013, com a qual o Papa orientará a Igreja Universal sobre este importante campo, denominado por ele mesmo “um continente digital”. É que a questão escolhida não podia ser mais oportuna e clara: “Redes Sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços para a evangelização".
De acordo com a nota de apresentação do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o tema se enquadra muito bem no contexto do Ano da Fé, dado que o “modo de humanizar e vitalizar um mundo digital impõe hoje uma atitude mais definida: já não se trata de usar a internet como “meio” de evangelização, mas de evangelizar considerando que a vida do homem moderno também se expressa no ambiente digital”.
Em particular, acrescenta o comunicado, "é necessário considerar o desenvolvimento e a grande popularidade das redes sociais, que permitiram o crescimento de um estilo dialógico e interativo na comunicação e nos relacionamentos."

Vivemos bem a liturgia somente se permanecemos em atitude de oração


Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira


Apresentamos a catequese de Bento XVI durante Audiência Geral desta quarta-feira(26) dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Nestes meses fizemos um caminho à luz da Palavra de Deus, para aprender a rezar de modo sempre mais autêntico, olhando para algumas grandes figuras do Antigo Testamento, dos Salmos, das Cartas de São Paulo e do Apocalipse, mas sobretudo, olhando para a experiência única e fundamental de Jesus, no seu relacionamento com o Pai celeste. Na verdade, somente em Cristo o homem se torna capaz de unir-se a Deus com a profundidade e a intimidade de um filho no confronto de um pai que o ama, somente Nele podemos nos voltar com toda a verdade a Deus chamando-O afetuosamente “Abbá, Pai”. Como os Apóstolos, também nós repetimos nestas semanas e repetimos a Jesus hoje: “Senhor, ensinai-nos a rezar” (Lc 11,1).

Além disso, para aprender a viver ainda mais intensamente a relação pessoal com Deus, aprendemos a invocar o Espírito Santo, primeiro dom do Ressuscitado aos que crêem, porque é Ele que “vem em auxílio à nossa fraqueza: nós não sabemos como rezar de modo conveniente” (Rm 8,26), diz São Paulo, e nós sabemos como ele tem razão.

Nove perguntas sobre o Ano da Fé


No próximo dia 11 de outubro começará o Ano da Fé, convocado por Bento XVI. Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer? A 10 dias do início, respostas às perguntas que surgem.
1. O que é o Ano da Fé?
O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.


3. Por que nessas datas? 
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.


4. Por que é que o Papa convocou este ano?"
Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo".

A qualidade do evangelizador depende da união com Deus

Cardeal Ouellet conversa com jornalistas na assembleia plenária dos bispos europeus


"A qualidade do evangelizador depende da qualidade da sua união com Deus", afirmou o cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, no terceiro dia da assembleia plenária do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), que aconteceuem St. Gallen, na Suíça, de 27 a30 de setembro.
Da conferência de imprensa deste sábado, 29 de setembro, na qual ZENIT esteve presente, oferecemos a seguir um resumo, ressaltando o intercâmbio entre o cardeal e os jornalistas.
Na sua homilia, o senhor falou de uma Europa afetada por uma crise da esperança. Qual é o papel que este continente pode desempenhar para recuperar os valores, não só no contexto europeu, mas mundial? A Europa ainda tem um papel a desempenhar? Qual é?
Cardeal Ouellet: A Europa é portadora da civilização cristã, é a matriz dela. A Europa sempre terá a responsabilidade de continuar testemunhando as raízes da sua identidade, como continente configurado pelo dom de Cristo e da Igreja. E, neste sentido, a presença da Igreja, o seu esforço neste momento, é ajudar os países europeus a não perderem a consciência da missão universal da Europa como portadora dessa mensagem do Evangelho e da sabedoria que esta mensagem trouxe sobre a dignidade da pessoa, sobre os direitos humanos. Eu acho que a Europa tem uma missão e uma consciência que precisa ser mantida. Por isso, a Igreja procura ajudar também os políticos e aqueles que tomam as decisões econômicas para o futuro. Ajudar na perspectiva de fé, para apoiar o esforço em prol do bem comum e da missão universal da Europa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Ano da Fé. Entre a narrativa e a poesia

O Ano da Fé. Entre a narrativa e a poesia

O que é a Fé?

O que é a Fé?

Ano da Fé contra o «absurdo» da existência

Ano da Fé contra o «absurdo» da existência

A crise que atinge a Europa: é uma crise espiritual e moral


64° Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana


 O Santo Padre Bento XVI fala aos participantes da 64° Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana.
Venerados e queridos irmãos,
É um momento de graça este vosso encontro anual em Assembleia, no qual vivem uma profunda experiência de confronto, de partilha e de discernimento para o caminho comum, animado pelo Espírito do Senhor Ressuscitado; é um momento de graça que manifesta a natureza da Igreja.
Agradeço o Cardeal Angelo Bagnasco pelas cordiais palavras com as quais me acolheu, fazendo-se interprete dos vossos sentimentos: ao senhor, eminência, dirijo os melhores votos para um novo mandato como presidente da Conferência Episcopal Italiana
O afeto colegiato que vos anima nutre sempre mais a vossa colaboração a serviço da comunhão eclesial e do bem comum da nação italiana, na interlocução frutuosa com as suas instituições civis. Neste novo quinquênio, prossigam juntos com o renovação eclesial que nos foi confiado no Concílio Vaticano II; que o 50º aniversário de seu início, que celebraremos no outono [no hemisfério norte], seja motivo pra aprofundar os textos, condição para uma recepção dinâmica e fiel.

Os nove decretos conciliares do Concílio Vaticano II


História e resumo dos decretos


Nove são os decretos conciliares que o Concílio Vaticano II produziu. Mons. Vitaliano Mattioli explica para os nossos leitores de ZENIT o objetivo de cada um desses documentos.
Para ler os dois artigos anteriores sobre a História do Concílio clique aqui.

Mons. Vitaliano Mattioli*
Os deveres pastorais dos Bispos: Christus Dominus, 28 de outubro de 1965
Este decreto explica primeiramente as aplicações práticas da colegialidade do Episcopado (participação de todos os bispos na responsabilidade da Igreja universal). Fala explicitamente de um problema de fundamental importância, ou seja, o Exercício do poder do Colégio Episcopal. No n. 4 esclarece assim: “Os Bispos, em virtude da sua consagração sacramental e pela comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio, são constituídos membros do corpo episcopal. A ordem dos Bispos, porém, que sucede ao colégio dos Apóstolos no magistério e no governo pastoral, e, mais ainda, na qual o corpo apostólico continua perpetuamente, é também, juntamente com o Romano Pontífice, sua cabeça, e nunca sem a cabeça, sujeito do supremo e pleno poder sobre toda a Igreja, poder este que não pode ser exercido sem o consentimento do Romano Pontífice. Este poder é exercido solenemente no Concílio Ecumênico”. Em seguida analisa as relações do bispo com a Igreja particular. Por fim, o Decreto fala da atividade das Conferências Episcopais.

Quatro Constituições Conciliares (Parte II)


Mons. Vitaliano explica as quatro Constituições do Concílio Vaticano II


 Publicamos a seguir a segunda parte do artigo que Mons. Vitaliano escreveu na sexta-feira, sobre as quatro Constituições do Vaticano II. Para ler a primeira parte clique aqui (http://www.zenit.org/article-31359?l=portuguese)
Constituição Dogmática sobre a Revelação: Dei Verbum, 18 de Novembro de 1965.
Documento de fundamental importância para a compreensão da Palavra de Deus e da relação com o Magistério da Igreja. Deus tem falado aos homens. O Cristo, Palavra (Verbo) de Deus, por quem todas as coisas foram criadas, é a plenitude da Revelação. A Constituição mostra como na Sagrada Escritura se encontra a Palavra de Deus fixada por escrito sob a inspiração do Espírito Santo, enquanto que a Palavra de Deus, confiada por Cristo aos Apóstolos, é transmitida pela Tradição integralmente aos sucessores dos apóstolos. A Hierarquia tem a tarefa de interpretar autenticamente a Palavra de Deus. 

Quatro constituições conciliares (Parte I)


Mons. Vitaliano explica as quatro Constituições do Concílio Vaticano II


- O Papa Bento XVI na Missa celebrada em Frascati (Itália) no dia 15 de julho de 2012 durante a homilia se expressou assim: “Os Documentos do Concílio contém uma riqueza enorme para a formação da nossa consciência”.
Com certeza o Concílio foi uma grande graça para a Igreja, mas ao longo destes 50 anos desde a sua abertura, nem sempre se ouviram vozes de acordo sobre a sua interpretação e atuação. Mais de uma vez o Vaticano foi apresentado como uma linha de demarcação entre o pré e o pós-Concílio, ou seja numa linha de descontinuidade. Nada podia estar mais errado. Por isso Bento XVI poucos meses depois da sua eleição pontifícia considerou oportuno chamar a atenção sobre a correta interpretação com que se deve ler este Concílio. Aproveitou a ocasião de cumprimentos de Natal apresentando-lhes o Sagrado Colégio dos Cardeais, no dia 22 de dezembro de 2005.

domingo, 23 de setembro de 2012



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2012

«Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade» (Carta ap. Porta fidei, 6)

Queridos irmãos e irmãs!
Neste ano, a celebração do Dia Mundial das Missões reveste-se dum significado muito particular. A ocorrência do cinquentenário do inicío do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos cujo tema é a nova evangelização concorrem para reafirmar a vontade da Igreja se empenhar, com maior coragem e ardor, na missio ad gentes, para que o Evangelho chegue até aos últimos confins da terra.
Com a participação dos Bispos católicos vindos de todos os cantos da terra, o Concílio Ecuménico Vaticano II constituiu um sinal luminoso da universalidade da Igreja pelo número tão elevado de Padres conciliares que nele se congregou, pela primeira vez, provenientes da Ásia, da África, da América Latina e da Oceânia. Tratava-se de Bispos missionários e Bispos autóctones, Pastores de comunidades disseminadas entre populações não-cristãs, que trouxeram para a Assembleia conciliar a imagem duma Igreja presente em todos os continentes e se fizeram intérpretes das complexas realidades do então chamado «Terceiro Mundo». Enriquecidos com a experiência própria de Pastores de Igrejas jovens e em vias de formação, apaixonados pela difusão do Reino de Deus, eles contribuíram de maneira relevante para se reafirmar a necessidade e a urgência da evangelização ad gentes e, consequentemente, colocar no centro da eclesiologia a natureza missionária da Igreja.

sábado, 22 de setembro de 2012


O Frio que veio de dentro

Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro.
Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse - eles o sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.
Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:
- "Aquele negro! Jamais darei a minha lenha para aquecer um negro." E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspeto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:
- "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?"
O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático:
- "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou a sua lenha com cuidado.
O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.
Ele pensou:
- "Esta neve pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava.
Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.
- "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos."
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira cobriu-se de cinzas e finalmente apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipa de Socorro disse:
- "O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro."